domingo, 11 de fevereiro de 2007

Montes e Vales

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Andei perdido por campos e vales, caminhei por prados, serpenteei por entre as árvores, procurei muros esquecidos ainda não demolidos, tirei os sapatos e caminhei descalço na areia molhada da praia deserta, ergui os olhos ao céu, estendi os braços para a terra, tudo para encontrar o espaço certo e apenas o vazio abracei. Foi então que decidi escrever o teu nome nas portas e janelas. Essas eu sei que as posso abrir. Queria também saber te desenhar. Não em telas com pincéis e tinta. Essas com o tempo precisam de restauro. Mas não vou conseguir, bem sei. Tentar quem sabe… Era só para poder mostrar os teus traços perfeitos, a luminosidade do teu sorriso, a tua boca cheia de beijo. Queria que as minhas mãos pudessem reproduzir os contornos e com um leve toque fazer sobressair a textura aveludada da tua pele. Há um não sei quê de etéreo no teu peito, um calor que parece ter uma conexidade directa ao meu. Pode ser ilusão, pode ser sonho, pode ser fuga, pode ser o que seja, mas pode. Uma ponte, uma passagem, um caminho entre o meu coração e o teu.

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